Esperança para o ecossistema marinho.

Iberostar Inaugura Laboratório de Corais do Caribe


O Grupo Iberostar acaba de inaugurar um novo laboratório de corais, no coração do Caribe. A iniciativa irá ajudar a proteger a vida oceânica face ao aumento da temperatura global e na defesa contra uma nova doença nos corais, atualmente em rápida evolução.

A Stony Coral Tissue Loss Disease (SCTLD, sigla em inglês para a doença de perda de tecido de coral stony) tem deixado um rastro assustador de corais descoloridos, desde a Flórida Central, onde apareceu pela primeira vez em 2014, até o México, as Ilhas Virgens dos EUA, St. Maarten e, agora, a República Dominicana, onde chegou subitamente em março.

A Dra. Megan Morikawa, Diretora de Sustentabilidade da Iberostar, Bióloga Marinha com doutorado em restauração de corais, viu a praga branca subaquática quando, juntamente com a sua equipe, planeava a instalação do novo laboratório de corais na República Dominicana. Atuando a um ritmo sem precedentes, um grupo de pessoas da comunidade científica, a Iberostar, o governo dominicano e algumas ONGs, entre outros parceiros, terminaram o laboratório em um ano, logo que a doença dos corais começou a atingir os recifes locais – oito meses antes do previsto. “Não percebemos quando começamos o projeto, mas estávamos construindo uma Arca de Noé para o coral”, afirma a Dra. Morikawa.

O laboratório irá ajudar a proteger a vida oceânica face ao aumento da temperatura global e na defesa contra o braqueamento dos corais – foto: divulgação Iberostar.

O laboratório recém inaugurado irá abrigar inicialmente 10 espécies – 180 corais individuais (a maioria das instalações contém apenas algumas espécies). Construído em uma área antes ocupada por um núcleo de ioga, o laboratório segue rigorosos padrões científicos, estando também aberto a visitantes, incluindo crianças, no âmbito do programa de entretenimento Star Camp da Iberostar.

“Esta é uma ciência muito necessária num local inesperado”, diz a Dra. Morikawa, acrescentando que os corais representam apenas 1% da superfície do planeta, mas detêm cerca de um terço da diversidade biológica mundial.

Os recifes de corais caribenhos abrigam uma grande variedade de espécies da fauna e flora marinha – foto: Creative Commons Zero (CC0) License.

O laboratório é o mais recente esforço do movimento Wave of Change, da Iberostar, uma abordagem em três frentes para proteger os oceanos e incentivar o turismo responsável, que inclui:

  1. Substituir os plásticos em todos os 120 hotéis da Iberostar até 2020, reinventando todas as suas aplicações, desde as palhinhas e embalagens de café até os uniformes dos funcionários, num esforço para estabelecer uma economia circular.
  2. Promover o consumo sustentável de produtos do mar. Entre outros esforços, a Iberostar fez uma parceria com a WWF, a FishWise e com fornecedores locais de peixe para banir espécies inteiras dos menus dos restaurantes do hotel.
  3. Melhorar a saúde da zona costeira, incluindo a restauração de manguezais na costa da República Dominicana, criando uma equipe de especialistas em conservação costeira, incluindo a Dra. Morikawa e outros da Universidade de Stanford e da UC Santa Barbara, entre outras.
Os recifes de corais são altamente sensíveis às mudanças de temperatura, acidez e salinidade das águas do mar e a sua mortandade colocará em risco todo o equilíbrio da cadeia alimentar, onde nós, seres humanos, também seremos afetados – foto: Creative Commons Zero (CC0) License.

Com 32 mil funcionários para atender oito milhões de clientes por ano, a Iberostar tem o poder de educar e inspirar as pessoas e os seus pares da indústria para impulsionar uma ampla mudança.

Entre os seus recursos, o laboratório possui quatro tanques de 1.200 litros, outros quatro tanques de 500 litros e quatro sistemas de controle, o que permitirá aos pesquisadores simular com precisão condições oceânicas futuras para, então, desenvolver e criar espécies de corais resistentes ao calor que poderão vir a reforçar os recifes em dificuldade que sustentam populações inteiras de peixes e protegem os meios de subsistência costeiros.

A Iberostar planeja abrir mais instalações de saúde costeira em outros locais nos próximos dois anos, além de criar diversos viveiros marítimos. Para maiores informações acesse: http://waveofchance.com

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagem principal (reprodução): Envolverde – Carta Capital.

Roteiros sustentáveis têm atraído cada vez mais turistas.

Turismo Sustentável Tem Previsão de Crescimento Anual Superior a 10%


Com informações da Panrotas.

A Report Linker lançou seu relatório Global Sustainable Tourism Market para o período entre 2019 e 2023, revelando que o Turismo Sustentável realmente segue uma tendência de crescimento global. De acordo com a pesquisa, até o final do ano da análise, tal segmento deverá ter um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta, em português) superior a 10%.

Segundo o levantamento, viagens consideradas tradicionais têm perdido cada vez mais espaço entre as preferências dos turistas mundo afora, sendo substituídas por viagens que proporcionam experiências autênticas e “mais reais”. E isso pode ser percebido em pequenos detalhes, como o uso do transporte público do destino, ao invés de táxis, ou pela compra de produtos nativos no lugar de souvenires industrializados.

Outro ponto destacado pelo relatório está atrelado à gastronomia. De acordo com o estudo, turistas estão procurando cada vez mais opções de alimentação que sejam menos danosas tanto para a comunidade local, como para o próprio corpo. Restaurantes que utilizam ingredientes nativos e sustentáveis estão em alta, com destaque para aqueles que produzem mel ou queijo localmente, por exemplo.

Ainda segundo o estudo, tal tendência verde é refletida nas receitas totais geradas pelo Turismo por um simples fato: opções de Turismo Sustentável ainda são consideradas caras em comparação com aquelas mais tradicionais.

Em breve, todos terão a oportunidade de dar uma pegada sustentável às suas viagens com o Ecopass, onde poderão fazer o cálculo e compensação das emissões de gases de efeito estufa de viagens aéreas através do plantio de árvores e ainda aproveitar os benefícios da Rede Ecopass, que garante descontos, brindes e outras vantagens junto a estabelecimentos parceiros em Portugal, Brasil e outros países.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagem principal: Creative Commons Zero (CC0) License.

O Star inn Peniche é o mais novo integrante da lista de 181 hotéis portugueses certificados.

Hotel em Peniche Recebe Selo Green Key, Referência de Turismo Sustentável


O Star inn Peniche, unidade hoteleira do Grupo Hoti Hoteis, foi recentemente premiado com o Selo Green Key, numa cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Dr. João Ataíde e da Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes.

A iniciativa é da Foundation for Environmental Education (FEE), sediada na Dinamarca, coordenada em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) e tem o apoio de diversas entidades nacionais públicas e privadas.

O programa Green Key é um galardão internacional que promove o Turismo Sustentável através do reconhecimento de estabelecimentos turísticos, alojamento local, parques de campismo e restaurantes que implementam boas práticas ambientais e sociais e que valorizam a gestão ambiental nos seus estabelecimentos. Está presente em 57 países, e conta com uma lista liderada pela Holanda, com 683 estabelecimentos Green Key estando Portugal na 5ª posição, com 181 estabelecimentos reconhecidos.

A eliminação de plásticos descartáveis foi uma das ações adotadas pelo Star inn Peniche.

Este prémio vem reforçar o compromisso do Grupo Hoti Hoteis no desenvolvimento sustentável, política que tem vindo a consolidar desde o início do ano através de medidas adotadas com vista à proteção do ambiente, como por exemplo a eliminação de plástico de uso único nas suas unidades hoteleiras.

Nós, do Ecopass, que também trabalhamos para promover o Turismo Sustentável, parabenizamos a todos do Star inn Peniche pela conquista.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagens: reprodução Star inn Peniche.

Mergulhar no litoral de Pernambuco é uma experiência fascinante.

Sob as Águas de Pernambuco


Recifes de corais, mais de 100 naufrágios, recifes artificiais, biodiversidade marinha, águas mornas e boa visibilidade fazem do litoral de Pernambuco o local ideal para a prática do Mergulho. A Capital do Estado, Recife, é também a Capital dos Naufrágios no Brasil e um dos melhores pontos de Mergulho do País. A 65 km da capital chegamos ao Balneário de Porto de Galinhas, com belas praias de águas claras e mornas, piscinas naturais e naufrágios. E para o deleite dos mergulhadores, a 545 km do continente está o paradisíaco Arquipélago de Fernando de Noronha, a melhor opção para a prática do mergulho no Brasil e uma das melhores no mundo.

Vapor Bahia – foto (reprodução): Eduardo Kossatz.

Recife

Recife, a capital do Estado de Pernambuco, é também a Capital dos Naufrágios no Brasil, com uma grande quantidade de navios naufragados à disposição dos mergulhadores. São diversos naufrágios dos mais variados tipos e épocas, além de recifes artificiais, criados através de projetos entre operadoras de mergulho, empresas privadas e Poder Público. Existem várias operadoras de mergulho onde o visitante pode fazer um curso e mergulhar com segurança. São quase 20 naufrágios só em Recife, onde os mais visitados são o Vapor 48, o Vapor Marte, o Vapor Pirapama e o Vapor Bahia. A melhor época para se visitar os naufrágios em Recife é de novembro a março.

Vapor Pirapama – foto (reprodução): Fernando Clark.

Sem dúvida, o maior destaque entre os naufrágios do Recife é o Vapor Bahia, considerado um dos mais belos do litoral brasileiro. Ele afundou em 1887, na altura da Praia de Ponta de Pedras (município de Goiana, na Região Metropolitana do Recife), após chocar-se com o Vapor Pirapama. Este conseguiu chegar ao porto do Recife, mas devido aos grandes danos sofridos, foi desequipado e afundado dois anos depois, tornando-se outro belo ponto de mergulho diurno e noturno, habitado por grandes raias e tartarugas. O Vapor Bahia afundou poucos minutos após o choque com o Pirapama, deixando a sua tripulação e passageiros em total desespero, à noite e em alto mar. A maior parte das pessoas a bordo morreu no acidente, entre as vítimas fatais estão o seu Capitão e vários Oficiais.

O Vapor Bahia é um dos naufrágios mais belos e conservados do litoral de Pernambuco e atrai mergulhadores de várias partes do mundo – foto (reprodução): Fernando Clark.
Gravura do Vapor Bahia à época do naufrágio – reprodução: Revista Brasil Mergulho.

Porto de Galinhas

O Balneário de Porto de Galinhas também é um dos melhores pontos de Mergulho do Brasil. Com muitas piscinas naturais e alguns naufrágios, o Balneário de Porto de Galinhas permite do mergulho livre (ou apneia) ao autônomo (com cilindro de ar). O visitante pode fazer um curso rápido de mergulho em uma das muitas escolas credenciadas e alugar os equipamentos necessários para cair na água e contemplar toda a rica beleza do mar de Porto de Galinhas, alguns profissionais oferecem o serviço de fotos subaquáticas.

Os corais de Porto de Galinhas possibilitam excelente visibilidade no mergulho de apneia – foto (reprodução): Pousada Tabapitanga.

Na maré baixa, as piscinas naturais de corais são a grande atração, principalmente para quem não pratica mergulho autônomo, já que é possível apreciar a fauna marinha fazendo snorkel. Para mergulhadores iniciantes e avançados, as atrações começam a 200 m da praia, com a Boca da Barra, o Bolo, o Poço da Paixão e a Tacaíba. Nesses pontos é possível ver tartarugas, tubarões, lagostas, moreias, peixes-pedra, linguados, polvos, esponjas, corais e muitos peixes coloridos. O melhor período para a prática do mergulho em Porto de Galinhas, principalmente o autônomo, também é de novembro a março.

Fernando de Noronha

Com uma variedade de cenários, muitos naufrágios e um ambiente marinho equilibrado, o Arquipélago de Fernando de Noronha é considerado um dos melhores pontos de mergulho do mundo. É praticamente atividade obrigatória para todos os visitantes conferir de perto as belezas do mar de Noronha. Para aproveitar esses encantos sem correr riscos, é importante contratar os serviços de empresas especializadas nessa atividade. São oferecidos o mergulho autônomo, com cilindro de ar, e o livre, que pode ser de apneia ou no Planasub, espécie de reboque subaquático.

Planasub – foto (reprodução): Blue Noronha.

A área de preservação ambiental oferece águas excepcionalmente cristalinas, com excelente visibilidade a até 50 m de profundidade durante o ano todo e vários pontos de mergulho, com destaque para o Cabeço da Sapata, Caverna da Sapata, Laje Dois Irmãos, Pedras Secas, Cagarras, Buraco do Inferno, Buraco das Cabras e Cabeço Submarino. São mais de 230 espécies de peixes e 15 espécies de corais, encontrados em profundidades que variam de 1 m a 70 m. A temperatura média da água é de 28ºC, e o mergulhador pode usar roupas curtas sem ser incomodado pelo frio.

Tartarugas marinhas são companhia constante dos mergulhadores em Noronha – foto (reprodução): ICMBio.

Para mergulhadores experientes e devidamente graduados, é possível apreciar a Corveta Ipiranga, um navio naufragado a 64 m de profundidade, considerado um dos mais belos e intactos do mundo. Em águas menos profundas pode-se contemplar a exuberante biodiversidade da fauna marinha de Noronha: tubarões, tartarugas, golfinhos, arraias, moreias, frades, lagostas, linguados, polvos e cardumes de variadas cores. Também é possível ver o Eleni Estathatos, um cargueiro grego afundado a 100 m da praia e a cerca de 10 m de profundidade.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

O espetáculo da aurora boreal pode ser observado de qualquer ponto do hotel.

Pousada Abandonada na Islândia é Transformada em Hotel Sustentável com Vista para a Aurora Boreal


Com informações do Portal Ciclo Vivo.

De uma pousada abandonada foi construído o belo Ion Luxury Adventure Hotel. Com design moderno e paisagem natural ao seu redor, o estabelecimento está situado na cidade de Selfoss, mais especificamente ao lado do vulcão de Monte Hengill.

Na reforma do espaço, que ficou abandonado por um longo tempo, foi usado um sistema de construção pré-fabricado em que é reduzido o volume de materiais necessários. Consequentemente, menos resíduos são gerados, o que representa economia financeira e ambiental, assim como o tempo de construção é menor.

O empreendimento possui amplas janelas com vidros por todas as partes, oferecendo uma vista panorâmica. A visão privilegiada, que pode ser observada de qualquer ponto do hotel, ainda facilita a entrada de luz durante o dia e à noite um espetáculo pode ser apreciado, dependendo da época do ano.

As camas e cadeiras foram fabricadas com madeira recuperada. Há sistemas de economia de água em todos os chuveiros. Neste ano, o hotel recebeu um certificado de excelência pelo TripAdvisor, site especializado em turismo, segundo avaliação dos viajantes que já se hospedaram no Ion Luxury. Além disso, o hotel ainda fica próximo do Parque Nacional Thingvellir, que é um Patrimônio Mundial da Unesco.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagens: divulgação Ion Luxury.

Ecopass e Cepan juntos pela preservação da Mata Atlântica.

Dia Mundial do Meio Ambiente e a Importância dos Hotspots Ambientais Globais


Hoje, 05 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente, data instituída pela Assembleia Geral da ONU realizada em Estocolmo (Suécia), em 1972, com o objetivo lembrar à sociedade a importância da preservação dos biomas e recursos naturais do planeta. Hoje, mais do que nunca, essa necessidade de preservação é vital para a nossa sociedade frente às consequências já sentidas do aquecimento global fruto das ações humanas, que desencadearam a extinção de várias espécies e transformaram muitos biomas em hotspots ambientais globais.

Os hotspots representam as áreas naturais do planeta Terra que possuem uma grande diversidade ecológica e que estão em risco de extinção. Por definição, é considerada como hotspot toda área com pelo menos 1500 espécies endêmicas (que só existem naquela região) e que já perdeu mais de ¾ de sua vegetação original. Nas ciências ambientais, o conceito foi desenvolvido pelo ecólogo inglês Norman Myers, em 1988, com o objetivo de delimitar as áreas de preservação urgente no planeta Terra.

As florestas tropicais estão entre os hotspots ambientais globais mais ameaçados. – Imagem: reprodução eFlora Web.

Em seu estudo, Myers inicialmente classificou 10 domínios naturais como hotspots, incluindo notadamente as florestas tropicais. Atualmente, a lista conta com 34 hostspots ambientais globais, com destaque maior para as florestas tropicais como a Mata Atlântica brasileira, que abriga cerca de 20 mil espécies vegetais, 270 espécies de mamíferos (com 55 endêmicas), mais 200 espécies de répteis, 3.200 de anfíbios (onde mais de 90 são endêmicas), 350 de peixes e 1200 espécies de aves (sendo quase 200 endêmicas). Além de toda essa biodiversidade, as nascentes, rios e lençóis freáticos da Mata Atlântica são responsáveis pelo abastecimento de água potável para 60% da população brasileira e o bioma ainda sequestra mais de 2 bilhões de toneladas de Carbono da atmosfera.

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e diversos do planeta e também é um dos mais ameaçados. – Imagem: reprodução Movimento Borandá.

Mesmo com todos esses serviços ambientais, onde os benefícios atingem escala global, a Mata Atlântica é um bioma profundamente afetado pela ocupação do espaço geográfico e que conta com a sua maior parte original devastada. A agressão humana, como a extração de plantas e madeiras, tem causado perigosas ações na biota e consideráveis perturbações ambientais. Hoje restam 16,2 milhões de hectares de florestas nativas mais preservadas acima de 3 hectares na Mata Atlântica, o equivalente a 12,5% da área original do bioma – em 2015 esse percentual era de quase 20%.

Nesse sentido, o Ecopass firmou uma parceria com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste, o Cepan, para o reflorestamento da Mata Atlântica e também da Caatinga, bioma do semiárido brasileiro. Fundada no ano 2000 por professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (Brasil), o Cepan é uma instituição privada, sem fins-lucrativos, que tem como missão gerar e divulgar soluções estratégicas para a conservação da biodiversidade através da ciência, formação de recursos humanos e diálogo com a sociedade. Entre suas ações destacamos a criação e implementação do Pacto da Mata Atlântica, que promove a restauração florestal desse importante bioma.

Representantes do Ecopass e do Cepan unidos pela preservação e reflorestamento da Mata Atlântica e Caatinga no Brasil. – Imagem: divulgação Cepan.

Assim, nesse momento inicial, as árvores adquiridas pelos usuários do Ecopass para a neutralização das emissões de gases de efeito estufa de viagens aéreas (compensação) serão plantadas em Unidades de Conservação geridas pelo Cepan. Vale lembrar que essas áreas serão georreferenciadas, onde os nossos usuários receberão relatórios de plantio e desenvolvimento das árvores, além disso, a cada compensação os usuários acumularão pontos para usufruir dos benefícios da Rede Ecopass, que garante descontos, brindes e outras vantagens em estabelecimentos parceiros em Portugal, Brasil e outros países.

Estamos a finalizar o desenvolvimento do Ecopass, que em breve estará disponível na Apple Store e Play Store. Continue a acompanhar as nossas Redes Sociais.

Ecopass, Cepan e você: juntos a construir um mundo melhor.

Imagem Principal: reprodução UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

Além da beleza, a sustentabilidade é a marca desses destinos.

Conheça 5 Destinos Europeus que Apostam na Sustentabilidade


A rede global de viagens de luxo Virtuoso destacou cinco destinos da Europa que incluem práticas sustentáveis entre os seus maiores atrativos. A lista é composta por destinos que promovem o turismo sustentável na Noruega, Irlanda, Eslovênia, França e Holanda.

Abrimos a nossa lista com Oslo, na Noruega. Considerada a Capital Verde da Europa para 2019, o destino ganhou o prêmio ecológico da Comissão Europeia que destacou a mitigação dos efeitos da mudança climática, transporte local e biodiversidade. Em Oslo há uma floresta protegida de 70 quilômetros quadrados, localizada a menos de oito quilômetros do centro da cidade. Além de ser um ponto de partida para cruzeiros de fiordes, a cidade tornou-se um lugar mais atrativo com restaurantes Michelin, bairros tranquilos e atividades de natureza. 

Burren, na Irlanda. Parte de uma rede dedicada à preservação do patrimônio geológico mundial, o local inclui o Parque Nacional Burren, que reúne túmulos neolíticos e os Penhascos de Moher, por mais de 17 quilômetros ao longo da costa do Atlântico. Empresas locais passam por treinamento de dez pontos em Turismo sustentável. Em 2017, o geoparque tornou-se parte da Rota Atlântica Europeia do Geoturismo, que liga paisagens geridas de forma sustentável.

Bled-Vale Bohinj, na Eslovênia. O país oferece vales verdejantes, lagos e nascentes termais com destaque para dois lugares chamados de Pérolas Alpinas. O primeiro deles é Bled, retiro histórico à beira de lago coberto pelos Alpes Julianos cobertos de neve e o outro fica no vizinho Vale Bohinj (foto), uma série de regiões montanhosas dentro do Parque Nacional de Triglav. Além disso, o país tem tradições culinárias tradicionais, incluindo os vinhos produzidos a partir da uva teran eslovena.

Bretanha, na França. A região oferece aldeias medievais construídas em pedra e imponentes castelos. Desde 2006, o Comitê Regional de Turismo da Bretanha tem investido pesado em desenvolvimento sustentável, incluindo a construção de quase 1,3 mil milhas de caminhos para ciclistas e pedestres. O destino também trabalhou recentemente com 20 restaurantes para reduzir o desperdício de alimentos.

Nijmegen, na Holanda. Capital Verde de 2018 da Europa, a cidade mais antiga da Holanda foi pioneira na adoção de energia sustentável, usando turbinas eólicas para gerar energia para 10% dos moradores com o objetivo de se tornar neutra em energia até 2045. As rotas verdes da região incentivam o ciclismo e a caminhada, e está em andamento um projeto para criar cadeiras e bancos públicos a partir de lixo eletrônico.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagens: reprodução Creative Commons Zero (CC0) License.

TOP10 Lonely Planet.

Os Melhores Destinos da Europa 2019


Em busca dos melhores lugares para se visitar este ano, os especialistas da Lonely Planet exploraram litorais remotos, cidades agitadas e regiões pouco conhecidas da Europa.

De florestas frequentadas por ursos a cidades cercadas de vinícolas, a Lonely Planet elaborou o seu TOP10 de destinos que estão em alta no momento. A partir de uma mistura de clássicos revigorados e maravilhas inexploradas, todos esses destinos estão prontos para ganhar os holofotes e promover novas experiências no Velho Continente.

 “Sejam os clássicos destinos favoritos com algo novo a oferecer, sejam aqueles dos quais você nunca ouviu falar, todos esses devem entrar na lista de qualquer viajante”, afirmou Tom Hall, VP de Experiências da companhia, sobre a escolha dos programas.

Confira a lista completa:

1. Montanhas Tatra, Eslováquia – por causa da natureza selvagem

Ursos pardos europeus vivem felizes na paisagem acidentada das montanhas Tatra, na Eslováquia. © vencavolrab / Getty Images

2. Madri, Espanha – pela agitada vida noturna

O renomado Museo del Padro celebra seu bicentenário em 2019 © Rodrigo Garrido / Shutterstock

3. Rota da Costa Ártica, Islândia – em razão das paisagens impressionantes

A rota da Costa Ártica é a nova febre turística da Islândia. © WanRu Chen / Getty Images

4. Herzegovina, Bósnia e Herzegovina – belas paisagens que rendem excelentes fotos

Aventure-se para além de Mostar e descubra outros destaques da Herzegovina. © Anna Gorin / Getty Images

5. Bari, Itália – pelo processo de revitalização dos pontos históricos

O reinaugurado Teatro Margherita é um dos pontos centrais da revitalização de Bari. © Dimitar Chobanov / Alamy Stock Photo

6. Shetland, Escócia – o ponto mais ao Norte do Reino Unido

A paisagem de Shetland é tão impressionante que é preciso ver para acreditar. © Peter Burnett / Getty Images

7. Lyon, França – sede da final da Copa do Mundo de Futebol Feminino

Em 2019, Lyon ganhará os holofotes do mundo todo. © kavalenkava / Shutterstoc

8. Liechtenstein – um dos menores países do continente, onde é possível atravessá-lo em um final de semana

O castelo Vaduz é o lar do príncipe de Liechtenstein. © Boris Stroujko / Shutterstock

9. Vevey, Suíça – sede do Fête des Vignerons, tradicional festival de vinhos realizado a cada 20 anos

A bela Vevey está se arrumando para uma grande festa em 2019

10. Istria, Croácia – uma encantadora península em formato de coração

Praias, história e ótima comida – Istria tem algo para todos. © Enrico14 / Shutterstock

Escolha o seu destino, faça as malas e boa viagem!

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagem principal: Montanhas Tatra – reprodução Jacekson on DeviantArt.

O futuro do vinho será debatido por especialistas internacionais.

Wine Summit 2019 Reúne Especialistas em Cascais


A terceira edição do Must Fermenting Ideas Wine Summit 2019 acontece no Centro de Congressos do Estoril entre 26 e 28 de Junho. O evento assume-se como um “local de fermentação de ideias, um espaço de troca de experiências e diálogo sobre o futuro do mundo do vinho”.

Durante os três dias do evento vão estar reunidos alguns dos maiores especialistas mundiais, oradores, jornalistas, agentes de enoturismo e convidados vindos dos cinco continentes para discutir aquilo que os une: o vinho.

A forma como se comunica o vinho hoje tem sido outro tema constante nas edições do Must. A deste ano terá como orador Paul Mabray, que depois de vinte anos ligado à indústria do vinho, se tornou recentemente especialista em redes sociais e fará uma apresentação intitulada “Ouvir, Mudar, Adaptar e Transformar, as Palavras-Chave do Vinho”.

O primeiro dia começa com uma apresentação de Adam Lechemere, jornalista freelance e editor da revista Club Oenologique, que lança uma pergunta: “Poderá o enoturismo existir sem o envolvimento dos produtores?”. O enoturismo tem, aliás, sido outro tema muito presente no Must, tal como as questões ambientais, que desta vez passarão pela palestra da jornalista e activista Valèry Laramée de Tannenberg, que irá apresentar o Projecto Bordeaux 2050, uma iniciativa académica sobre alterações climáticas, que resultou num vinho futurista que prevê um conjunto de alterações possíveis naquela que é a mais famosa região de vinhos do mundo, naturalmente preocupada, como muitas outras, com o aquecimento global.

Após a edição deste ano, um grupo de 30 pessoas especializadas na área do vinho vai visitar a Ilha do Pico e a Horta, nos Açores, entre 29 e 30 de Junho. Para a Diretora Regional do Turismo dos Açores, Cíntia Martins, “esta viagem é um veículo que privilegia a promoção do vinho da Ilha do Pico e da região dos Açores”.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagem: reprodução Creative Commons Zero (CC0) License.

Alerta ligado: a cada ano o Overshoot Day está a chegar mais cedo...

Europa Esgota “sua Parcela” de Recursos Naturais Nesta Sexta-Feira


Segundo relatório da WWF e Global Footprint Network, a Europa consumirá a “sua parcela” de recursos naturais do planeta nesta sexta-feira, 10 de maio. O Velho continente está a consumir recursos naturais mais rapidamente que a capacidade do planeta de se reabastecer durante o ano.

Serão necessários 2,8 planetas para estender a taxa de consumo da UE de combustíveis, alimentos, fibras, terra e madeira a todas as pessoas do mundo, de acordo com dados coletados pelo WWF e pela Global Footprint Network.

O alarmante relatório segue uma advertência de um painel da ONU de que a escala e o ritmo da perda de biodiversidade estão agora colocando em risco os fundamentos da própria sociedade humana.

Ester Asin, Diretor do Escritório Europeu de Política da WWF, disse que “o Overshoot Day da UE é um lembrete gritante de que o consumo da UE está contribuindo para o iminente colapso ecológico e climático da Terra. Isso não é apenas irresponsável, é completamente perigoso. É necessária uma ação urgente e os líderes da UE devem reunir a vontade política para tratar esta situação como uma emergência e nos colocar no caminho de um futuro sustentável para a Europa”.

Se a UE fosse um país, teria a terceira maior pegada ecológica do mundo, atrás dos EUA e da China. Enquanto a Europa representa apenas 7% da população mundial, ela explora um quinto de sua biocapacidade, principalmente por meio de emissões de gases do efeito estufa, o que proporcionalmente representa uma pegada muito grande.

Seriam necessários 2,8 planetas para suprir o padrão de consumo da população mundial caso esta adotasse o estilo de vida da UE. – Imagem: reprodução Global Footprint Network Network (via Twitter).

A importação de produtos como óleo de palma, soja, cacau e borracha de partes desmatadas da América Latina, África e Ásia também tem forte impacto sobre a biodiversidade e a natureza.

Para Mathis Wackernagel, fundador e Presidente da Global Footprint Network, “estamos executando um esquema de pirâmide, tomando recursos do futuro para administrar a economia atual. Não precisa de lembrar que isso é arriscado para a prosperidade da Europa. A escolha de esgotar o nosso futuro não nos serve ”.

Em escala global, o Overshoot Day para a Terra é esperado em cerca de três meses, embora chegue mais cedo a cada ano. As datas de overshoot são calculadas pela média da pegada ecológica dos cidadãos em cada país e comparando-a com a biocapacidade anual da Terra para restaurar sua riqueza natural esgotada. O Overshoot Day da Europa está cinco meses mais cedo do que em 1961, quando conseguiu viver de forma sustentável até 13 de outubro.

Em tempo, e também como resposta aos recentes protestos contra a inação face às alterações climáticas, oito países da UE apelam a uma estratégia ambiciosa e propõem investir 1/4 do orçamento do bloco para combater a mudança do clima através do fomento a pesquisas, projetos e ações sustentáveis.

A iniciativa é liderada pela França e pela Holanda, que defendem o fim total das emissões de gases com efeito de estufa no território da união, o mais tardar até 2050, bem como as compensações dessas emissões.

França, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Suécia querem dar respostas claras aos jovens que se têm mobilizado por todo o continente contra a apatia dos políticos.

Ecopass: a construir um mundo melhor.

Imagem principal: reprodução Creative Commons Zero (CC0) License.